A sopa do Tommy

Desde que o Tommy começou a comer sopa que lhe fazia sempre sopa fresca de 2 em 2 ou 3 em 3 dias. Agora, desde que foi para a creche, tenho feito uma panela de sopa de carne e outra de sopa de peixe e congelo em doses separadas. Apesar de ele ter 15 meses ainda coloco peixe e carne na sopa, tem alguma dificuldade em comer o prato da comida depois da sopa, por isso acho que se comer a proteína na sopa, mesmo que coma um pouquinho do prato da comida, já fica melhor.

Normalmente intercalo os ingredientes em cada sopa e de cada vez que faço, não ponho sempre os mesmo, para não “saturar”, mas não vario muito de entre os vegetais “normais” nas sopas de bebé ou crianças:

LEGUMES/VEGETAIS                                   

  • batata; cebola; alho francês; feijão verde; abóbora; cenoura; couve flor; curgete; ervilhas; espinafre; chuchu; alface; batata doce

(já experimentei por beterraba, mas o sabor da sopa não mudou grande coisa, apenas a cor, ficou um cor-de-rosa estranho)

CARNE

  • vitela; coelho; frango; perú

PEIXE

  • pescada; congro; linguado; solha; faneca

Ele come muito bem a sopa, tanto a de carne como a de peixe, espero que continue assim durante muito tempo 🙂

sopa para bébé

1º Aniversário do Tommy

Já vem um bocadinho atrasado o post sobre o !º aniversário do Tommy, mas ainda vem muito a tempo 🙂

Não me vou desculpar com a dificuldade da (não) gestão do tempo, tem sido mesmo por preguiça que tenho deixado o blog um pouco no esquecimento… há dias assim.

Deixo aqui então algumas fotos da decoração da festa, que foi personalizada pela Party4U, umas meninas que têm muito bom gosto, de quem já falei e como puderam ver aqui.

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via Nana things | Actualiza-te.

De dois passamos a três – A papa

Tommy desde segunda-feira com luz verde para iniciar as papas. Tommy já tinha experimentado antes e já tinha a sua preferida- primeira papa (arroz). Entretanto despede segunda-feira que andamos a tentar alternar com outros sabores e a coisa não correu tão bem, voltamos a de arroz e lá comeu. Cada vez que tentamos variar ele não come, e com isto passou a comer cada vez menos também da de arroz… O problema da para de arroz é que apesar dele gostar por ser mais doce (penso eu), prende-lhe o intestino, daí o tentar variar com outros sabores. No “desespero” cozi uma maçãzita e demos-lhe a provar tipo puré… Adorou! É doce pronto! Estou que lhe vou passar a dar a fruta e saltar já para a sopa, se ele continuar a rejeitar a papa! Andamos na base da tentativa e erro 🙂

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Depressão pós – parto

O período de vida que uma mulher vive após a gestação e o pós-parto envolve inúmeras alterações, quer a nível físico, psicológico ou fisiológico, bem como aos níveis sociais, familiares e conjugais.  

Depressão pós-parto

O estado depressivo do pós-parto inclui sintomas depressivos ligeiros que podem ser encontrados em cerca de 50 a 85% das mulheres. Durante a gravidez (gestação), os níveis de estrogénio e da progesterona estão mais elevados, o que pode ser um factor para as alterações de humor verificadas nessa fase, pelo que a queda brusca dessas hormonas no pós-parto pode estar na origem deste tipo de depressão. este estado depressivo  pode repercutir-se negativamente na relação mãe-filho, tendo consequências aos níveis afectivo, social e cognitivo do bebé.

Este tipo de depressão pode estar também associado  a problemas de saúde do bebé, dificuldades relacionadas com o regresso ao trabalho e problemas sócio-económicos, e também  quando se trata de mães solteiras sem apoio social.

As mães deprimidas auto-definem-se como menos competentes, mais dependentes socialmente e sentem menos confiança e satisfação em desempenhar o papel de mãe, percebendo a experiência como negativa.

Geralmente é um período que tem a duração aproximada de 3 meses.

Os sintomas que surgem são geralmente a irritabilidade, as mudanças repentinas de humor, a tristeza intensa, a indiferença pelas actividades da vida diária, um sentimento de incapacidade em tomar conta do recém-nascido e desinteresse por este, o que poderá evocar sentimentos extremos, podem chegar a pensamentos suicidas e até mesmo infanticidas. Por este motivo, é essencial que seja feito um diagnóstico precoce através do acompanhamento da mulher em toda a gravidez e no puerpério a fim de evitar a depressão post partum.

Post Partum Blues

O período pós-parto pode ser caracterizado por distúrbios de humor, incluindo a melancolia da maternidade. Este período é designado de post partum blues, que é caracterizado por distúrbios de instabilidade de humor passageiros que poderá afectar as puérperas entre o terceiro e o quinto dia após o parto. O post-partum blues pode ser conceptualizado como um distúrbio psíquico leve e transitório, com uma prevalência entre 50 a 80%.

Tem como sintomas o choro, alterações bruscas de humor, irritabilidade, fadiga, tristeza, insónias, dificuldades de concentração e ansiedade relacionada com o bebé. É assim um estado de humor depressivo em que a puérpera sente insegurança, baixa auto-estima e sensação de incapacidade em tomar conta do bebé. Geralmente tem uma remissão espontânea no espaço de uma semana a dez dias. Em termos de tratamento poderá ser aconselhada a psicoterapia enfatizando a educação e o equilíbrio emocional da puérpera.

Pode distinguir-se a depressão post partum do post partum blues como sendo a gravidade do quadro clínico e a forma como se torna incapacitante para a puérpera, o que poderá prejudicar a sua funcionalidade e assim constituir um perigo o seu bem-estar e o do bebé.

Depressão Major Post Partum

Os episódios de depressão major pós parto surgem como um conjunto de sintomas normalmente iniciados entre a quarta e oitava semana após o parto e atinge entre 10% a 15% das mulheres. Podem ser considerados como sintomas de alerta a irritabilidade, o choro frequente, sentimentos de desamparo e desesperança, a falta de energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e de sono e queixas psicossomáticas.

Para uma prevenção e controlo do transtorno depressivo puerperal deve ter-se em conta os antecedentes familiares de depressão, factores de depressão pós-parto anteriores, a qualidade da saúde materna, complicações durante a gravidez e parto de risco ou complicado.

Os factores da depressão major pós-parto mais comuns podem ser o estado civil, no qual as mães solteiras e sem apoio social têm uma maior incidência no transtorno. Surge também outro factor não menos importante, que é o primeiro encontro entre a mãe e o filho, o qual pode compelir a uma patologia específica, visto que o primeiro encontro encaminha a mulher para as preocupações e anseios relacionados com a maternidade, amplificando assim o risco de adoecer, pois vivencia uma série de emoções agregadas em tempo real.

Mulheres que sofrem de tensão pré-menstrual, que apresentem problemas de infertilidade, dificuldades na gestação, vítimas de carência social, que tenham perdido pessoas importantes, cujo bebé apresente anomalias e que se tenham casado em sequência da gravidez, apresentam altos níveis de correlação com a depressão major pós-parto. Pode contudo haver outro tipo de riscos que apontam para este estado, tais como o facto de a mulher ter uma personalidade vulnerável, ou o bebé ser do sexo oposto ao desejado, ter poucas relações afectivas satisfatórias e ter um suporte emocional escasso, outro factor de risco podem ser os episódios de abortos espontâneos ou de repetição.

Alguns autores apontam que em relação aos sintomas da depressão materna podem também aparecer em outro momento durante o primeiro ano de vida do bebé, não tendo que ser forçosamente nas primeiras semanas após o nascimento, contudo continuam a ser fortemente associados à maternidade.

A etiologia da depressão pós-parto, não é determinada por factores isolados, mas pelo contrário, por um conjunto de aspectos psicológicos, sociais, obstétricos e biológicos, que devem ser abordados no diagnóstico e terapia.

O tratamento baseia-se na farmacologia e psicoterapia, já que estes métodos são também utilizados no tratamento de outros transtornos depressivos e em outras fases da vida. O uso de psicofármacos, apresenta contra-indicações pelo facto do aleitamento poder ser comprometido com a eliminação e concentração desses medicamentos no leite. A amamentação torna-se um momento essencial para o estabelecimento de vínculos afectivos entre mãe e filho e situa também a mãe no cenário maternal. É assim de extrema importância a promoção do contacto entre mãe e filho de forma criteriosa.

A psicoterapia torna-se essencial na medida em que o terapeuta em conjunto com a puérpera e a sua família, irão construir novas estruturas a partir da realidade que estão a vivenciar, tornando assim possível o planeamento de acções de intervenção para esta nova realidade.

Psicose Puerperal

A terceira e mais grave forma de depressão pós parto é a psicose puerperal.

As pacientes apresentam inicialmente fadiga extrema, insónia e inquietação constante. À medida que a condição piora experienciam irritabilidade, desconfiança e confusão. Nos casos extremos, as pacientes têm delírios, deficits cognitivos e mesmo distúrbios de mobilidade. É considerada como uma forma de depressão maníaca com surtos de euforia hiperactiva seguidos de episódios de desespero desmedido.

A psicose puerperal, por ser considerada uma emergência psiquiátrica, requer tratamento especializado, o qual pode incluir neurolépticos e estabilizadores do humor.

O pós parto é uma altura de extrema vulnerabilidade para os transtornos psicóticos, visto que as psicoses puerperais ocorrem numa proporção de um a dois casos por cada 1.000 mulheres parturientes. Apesar de se tratar de uma perturbação de maior risco para a mãe e o seu bebé, comparativamente com as outras perturbações do puerpério, estima-se que tenha uma taxa de prevalência menor, oscilando entre 0,01% a 0,02%.

É muito difícil determinar o limite entre a depressão pós-parto normal e a patológica. Os sintomas podem começar dias depois do parto e atingem normalmente o pico após duas a três semanas. Mais especificamente as psicoses puerperais apresentam sintomas acentuados, por vezes de natureza bipolar (mania frequente), com delírios, alucinações, transtornos cognitivos, hiperactividade, humor deprimido, ideação suicida e/ou infanticida, entre outras alterações pelo que o bebé pode correr risco de vida.

As mulheres com psicose puerperal apresentam um estado confusional agudo e uma significativa labilidade de humor, oscilando muitas vezes entre um comportamento ajustado à realidade e ao bebé, e uma perda de contacto com a realidade que a rodeia, o que poderá levar a sentimentos de rejeição ou mesmo de hostilidade para com o bebé, que pode não ser reconhecido como da própria.

Não é recomendável o aleitamento, pelo que há que se accionar a rede social da parturiente, para que alguém se responsabilize pelas necessidades emocionais do bebé. Para a mulher em surto psicótico o bebé não existe enquanto tal. Ele passa a ser um espaço vazio preenchido por elementos do psiquismo da mãe, cindidos do real. Por vezes, as fantasias são ocultadas pela paciente, devido a um delírio paranóide que inclui todos os que a rodeiam.

A família precisa de ser avisada e preparada, dada a existência de risco de vida tanto para mãe como para o filho. Muitas parturientes normais têm fantasias persecutórias em relação ao roubo do bebé ou medos infundados. Isto é esperado e não corresponde ao quadro psicótico, mas apenas a uma projecção das suas próprias fantasias ambivalentes nos outros. No caso da psicose, a angústia é da ordem do insuportável, podendo aparecer rituais obsessivos e pensamento desconexo. Um histórico psiquiátrico com surtos anteriores traz fortes indícios de risco nestes casos. 

O papel do pai no puerpério

Perante o humor depressivo apresentado no pós-parto, as pessoas mais próximas, nomeadamente a família poderá ajudar, dando apoio à recente mãe, através da compreensão.

A relação conjugal é o relacionamento mais importante para a mãe na fase do puerpério pelo que o apoio do marido é de extrema importância no sentido de fornecer um suporte emocional e uma base de segurança. Quando a puérpera não pode contar com este apoio, nem com outro tipo de apoio social, aumenta a predisposição para a depressão.

São considerados de extrema relevância os factores relacionados com a falta de suporte oferecido pelo pai do bebé ou de outras pessoas próximas da jovem mãe, pelo que para que a fase do puerpério seja positivamente ultrapassada, poderão contribuir vários factores, destacando-se a existência de uma relação familiar harmoniosa e cooperativa, assim como o desejo e o planeamento da gravidez efectuada pelo casal.

Nesta fase do puerpério, o pai vive as mesmas sensações psicológicas que a mãe, pelo que a forma como esta fase é vivida e superada será repercutida de forma negativa ou positiva no relacionamento do casal. A presença do pai no período pós parto é de extrema importância para toda a família, visto que assumirá o papel de mediador na interacção entre a mãe e o bebé, o que interferirá directamente no desenvolvimento da criança. O pai poderá suavizar os efeitos negativos que uma depressão na mãe provocará no bebé, passando assim para o pai o papel de influenciador do crescimento da criança. Havendo um bom relacionamento conjugal, os pais envolvem-se mais com as crianças se a mãe estiver deprimida, os pais das famílias em que as mães se encontram deprimidas, manifestam mais expressões faciais positivas e vocalizações do que as mães. Também os bebés respondem interagindo mais com os pais do que com as mães, de igual forma através de expressões faciais positivas e vocalizações.